"(...) é preciso desatenção para ouvir. Som repetido, quase imperceptível, quase invisível. É preciso tempo. É preciso se deixar. É preciso não ter medo".
Denílson Lopes, em A delicadeza: estética, experiência e paisagem (2007)
A exposição Sobre as águas, a solidão e o olhar se apresenta como um tecido em que se enredam e tramam histórias de 14 artistas procedentes de diversos contextos geográficos. Um projeto colaborativo concebido a partir da coincidência de interesses na natureza, na paisagem e no território de artistas que transitam e habitam espaços e tempos, propondo ao espectador novas perspectivas ao olhar, a partir das possibilidades poéticas da relação “corpo artista” (Christine Greiner) com as águas, sejam estas como mar, rio, chuva, sonho ou desejo. Isto se vincula com a viagem e com a escolha de uma morada: o lugar da vida, dos costumes, dos valores. E o trânsito: a migração, o movimento, o fluir constante, o fugir.
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